“Necessitamos de um direito amável, não de um direito que negue os direitos. A religião não pode domar a liberdade.”, diz renomado jurista italiano
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Stefano Rodotà é professor emérito de Direito Civil da Universidade “La Sapienza”, de Roma, e co-autor da Carta dos Direitos Fundamentais da União Européia. É um expoente do laicismo e militante implacável de diversas causas, entre elas a liberdade de imprensa e a eutanásia.
Em entrevista ao jornal El País, concedida a Miguel Mora e publicada em 12.12.2010, Rodotà expõe as chagas da atual sociedade italiana, cuja debilidade cultural – insuflada pela crescente xenofobia e racismo – estaria se expandindo pelo continente europeu.
Para o autor de A vida e as regras: entre o Direito e o Não Direito (Ed. 2006, ampliada em 2009), “a Itália só enxerga o seu próprio umbigo e parece cada vez mais um apêndice do Vaticano; é um laboratório do totalitarismo moderno”. Rodotà critica veementemente o governo Berlusconi por sua aproximação com o Vaticano, com o mero objetivo de fortalecer seu poder político.