À medida que o aquecimento global acelera o degelo do permafrost e expõe vírus e bactérias preservados durante milhares de anos, surge uma pergunta inevitável: há algum risco para a saúde humana?
Durante muito tempo, imaginou-se que o gelo permanente das regiões polares fosse um ambiente biologicamente inerte. Hoje sabemos que não é. Sob a vasta camada de solo congelado do Ártico, conhecida como permafrost, encontram-se preservados inúmeros vestígios de ecossistemas antigos: raízes, sementes, restos de animais, tecidos orgânicos e uma imensa diversidade de microrganismos que permaneceram isolados durante milhares — e, em alguns casos, dezenas de milhares — de anos.
O permafrost começou a se formar durante as grandes glaciações dos últimos 2,6 milhões de anos. Nas regiões mais frias do hemisfério norte, o verão nunca chegava a descongelar completamente o solo. Assim, ano após ano, estabeleceu-se uma camada permanentemente congelada que, em alguns pontos da Sibéria, existe há centenas de milhares de anos.



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