Documentário retrata últimos 20 anos do criador do neorrealismo italiano, que fez do audiovisual uma ferramenta para compreender o pensamento humano
Existe uma coragem rara entre os grandes artistas: a de abandonar justamente aquilo que os tornou célebres. Roberto Rossellini teve essa coragem. Talvez seja exatamente essa a razão pela qual Rossellini – Mais que uma Vida tenha me emocionado tão profundamente.
Roberto Rossellini mostrado no documentário é bem distante da imagem cristalizada de "criador do neorrealismo". Essa condição histórica lhe pertence por direito; afinal, filmes como Roma, Cidade Aberta (1945), Libertação (1946) e Alemanha, Ano Zero (1948) mudaram definitivamente a linguagem cinematográfica do pós-guerra.



