quarta-feira, 11 de maio de 2022

Guerra na Ucrânia pode acelerar transição energética na Europa?

As consequências do conflito militar em solo europeu sobre a trajetória de emissões globais de carbono são ainda incertas

FOTO: Czarek Sokotowski/AP (https://cutt.ly/3Hyjnp4)

Incertezas sobre o suprimento energético para os países do velho continente vão acelerar os investimentos em energias renováveis ou pôr em xeque acordos climáticos já firmados, permitindo a revisão de metas de redução de emissões de carbono?

Após quase três meses de guerra na Ucrânia, o custo ambiental local é inegável, mas suas consequências sobre o clima global são uma incógnita, diante do embargo imposto pela União Europeia à importação de gás e petróleo da Rússia.

quarta-feira, 23 de março de 2022

Relatório IPCC 2022 reenfatiza: ‘Mudança climática ameaça bem-estar da humanidade e saúde do planeta’

Nova publicação de especialistas internacionais do clima trata dos efeitos do aquecimento global e das vulnerabilidades e capacidades de adaptação a ele

Igarapé do Rio Paraná do Mamori, na Amazônia. FOTO (2021): Antonio Pralon

O Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC, na sigla em inglês) divulgou no último dia 28 a segunda parte do seu 6º relatório de avaliação (AR6), redigido por 270 cientistas de 67 países.

O documento sintetiza estudos sobre os efeitos atuais do aquecimento climático -que registrou em 2021 uma alta de 1,09 oC em relação à temperatura planetária na era pré-industrial- sobre as populações mais vulneráveis e ecossistemas.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

Amazônia: sob governo Bolsonaro, desmatamento é recorde e infratores são ‘premiados’ com dinheiro público

Não bastasse o aumento de 1,6 vezes da área destruída no triênio 2018-2021, desmatadores recebem financiamento subsidiado

https://amazonia.org.br/bndes-empresta-r-29-mi-para-desmatadores-da-amazonia-financiarem-tratores/

Mesmo tendo apresentado dados de desmatamento falsos na COP 26, o governo brasileiro se comprometeu com metas aparentemente responsáveis para reduzir as emissões de carbono na Amazônia.

Mas, na prática, a mensagem do governo federal aos infratores ambientais e operadores do agronegócio é: “derrubem a floresta e garantam financiamento do BNDES para suas atividades em área desmatada ilegalmente”.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

Amazônia: redução acelerada da capacidade de absorver carbono é bomba-relógio para humanidade

Destruição da floresta e emissões agropecuárias contribuem para aquecimento planetário; governo brasileiro apresentou na COP26 dados de desmatamento falsos

Evolução do desmatamento na Amazônia, de 1985 a 2020: floresta nativa dando lugar à área de pasto (paturage) e para agricultura. De 2000 a 2020, a área desmatada destinada à pecuária cresceu 42% e a expansão da fronteira agrícola gerou uma área 77 vezes maior. Fonte: https://www.nature.com/articles/d41586-021-01871-6

A última Conferência das Partes (COP26) foi um festival de greenwashing: grandes lobbies poluidores fazendo publicidade do “ambientalmente correto” de seus grupos econômicos. O Brasil deu sua contribuição ao enorme blá-blá-blá da cúpula climática, pelo sofisma com que exibiu dados alentadores, porém falsos, do desmatamento amazônico.

O ministro do Meio Ambiente mostrou na COP26 que o desmatamento em 2021 foi de 10.308 km2, alegando que o valor fora obtido pelo Prodes (Sistema de Monitoramento por Satélite do Inpe), o que significaria uma redução de 5% em relação a 2020. Falso!