quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Meio ambiente e câncer: mineradora quer retomar processamento de amianto no Brasil à revelia do STF

Manuseio do cancerígeno banido pela OMS é de interesse da Eternit e tem aval de lei estadual aprovada pelo governo do DEM

Trabalhador de um canteiro de obras de demolição de um navio, contendo diversos materiais à base de amianto, em Chittagong (Bangladesh)

O Brasil parece um trem fora dos trilhos. Avança desgovernado, em nível federal e estadual, na contramão de princípios civilizatórios básicos, de respeito ao ser humano e ao meio ambiente.

Não bastasse a liberação de 28 agrotóxicos barrados na União Europeia, 36 na Austrália, 30 na Índia e 18 no Canadá... não é que o manuseio do amianto, de alta letalidade, pode voltar?

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

França desenvolve projetos de parques eólicos offshore com impacto limitado sobre ecossistemas

Experiência europeia com energia eólica no mar propicia projetos ambientalmente amigáveis

Parque eólico de Walney Extension (Reino Unido): o maior do mundo em operação, com potência de 659 MW, gerada por 80 turbinas distribuídas em 145 km2. FOTO: Reuters

Paradoxalmente, o atraso da França na exploração marítima da energia dos ventos pode beneficiar o país com a experiência de seus vizinhos, como Reino Unido, Alemanha e Dinamarca, na implementação de projetos com impacto ambiental mínimo.

Para atingir sua meta em relação à transição energética, que é dispor de uma matriz elétrica com 40% de fontes renováveis até 2030, a França precisa dobrar sua capacidade eólica instalada na próxima década.

domingo, 9 de fevereiro de 2020

EUA: potência eólica instalada supera os 100 GW

Resultado foi obtido no terceiro trimestre de 2019, com quase 2 GW de capacidade adicional em operação no período

Parque eólico em Papalote Creek, no Texas. FOTO: Bob Owen, Staff / San Antonio Express-News

De vento em popa vai a energia eólica nos Estados Unidos. Às vésperas da divulgação de dados sobre a capacidade instalada em 2019, sabe-se que serão números auspiciosos.

Até o final de setembro do ano passado, o país registrava um recorde de instalações em construção (mais de 46,5 GW), com metade dessa potência em estágio avançado e quase 6 GW em projetos eólicos offshore.

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Mundo da ciência: China supera Estados Unidos em publicações

Número de artigos chineses em ciência e engenharia supera em 25% o de norte-americanos em 2018

Países que lideraram as publicações científicas mundiais em 2018, em revistas com corpo editorial. Fonte: National Science Foundation
https://bit.ly/2Ge6SFm

Em 2018, foram mais de 2,5 milhões de artigos científicos publicados mundo afora, em journals com corpo editorial, em ciência e engenharia. Um avanço de mais de 45% em relação a 2008.

Enquanto em 2008 os Estados Unidos publicaram 394.979 artigos, ante 240.049 da China, em 2018 os chineses emplacaram 528.263 publicações, contra 422.808 dos norte-americanos.

domingo, 19 de janeiro de 2020

Clima: abismo entre o que pedem cientistas e o que prometem chefes de Estado não esmorece mídia europeia

Observatório da imprensa Euro Topics destaca comentários de jornais de nove países sobre futuro do clima pós COP 25

Potenciais efeitos da mudança climática global incluem: incêndios florestais com maior frequência, regiões com períodos de seca mais longos e aumento do número, da duração e da intensidade de tempestades tropicais. IMAGEM: Mellimage/Shutterstock.com (esquerda), Montree Hanlue/Shutterstock.com (centro), NASA (direita)

Apesar do fosso entre os compromissos assumidos pelas partes na última conferência sobre o clima (COP 25) e o que reivindica a ciência para salvar o planeta, inúmeros veículos de mídia de diferentes países europeus não renunciam à pauta ambiental e apontam avanços e desafios para a continuidade do combate.

Os comentários que seguem foram extraídos de portais jornalísticos da Suécia, Finlândia, Dinamarca, Itália, Alemanha, Espanha, Irlanda, Suíça e Bélgica.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Clima: Brasil começa a contabilizar gases de efeito estufa usados em refrigeração e ar condicionado

Para atender à Emenda de Kigali, país deve reduzir fluidos fluorados em 10% a partir de 2029 e em 80% até 2045


O Protocolo de Montreal (1987) baniu fluidos que destroem o ozônio atmosférico, principalmente aqueles usados em equipamentos de refrigeração e ar condicionado, mas também na produção de espumas e aerossóis.

Nos países signatários, entre eles o Brasil, os CFCs (clorofluorcarbonos) foram substituídos pelos HCFCs (hidroclorofluorcarbonos), que, por sua vez, devem ser progressivamente eliminados até 2040, sendo substituídos pelos HFCs (hidrofluorcarbonos).

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Energia solar fotovoltaica: Aneel deve reduzir ‘subsídio cruzado’, defende especialista

93% da geração distribuída no Brasil provém da fonte solar e já supera os 2 GWp


Para garantir a sustentabilidade do sistema de geração distribuída, o engenheiro eletricista e especialista em energia solar Alexandre Heringer Lisboa propõe uma “tarifa binômia”, que considera separadamente os custos da energia e aqueles da distribuidora.

“Assim, teríamos uma competição pelo fornecimento da energia mais barata, e as distribuidoras seriam rentabilizadas corretamente, cobrando pelo transporte da energia”, afirma Lisboa. Confira seus argumentos, no artigo que segue.