Entre Penia e Poros, personagens do mito platônico de Eros, e o brilho do agalma, desenrola-se toda a história do desejo humano
Representação de Penia, deusa da carência
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Por que, depois de alcançarmos aquilo que tanto desejávamos, voltamos tão rapidamente a desejar outra coisa? Por que nenhum amor, nenhuma conquista profissional, nenhuma viagem ou nenhum bem material parece dissipar a sensação de que ainda nos falta algo?
Muito antes de a neurociência investigar os mecanismos do desejo, Platão e, mais tarde, Jacques Lacan propuseram algumas das interpretações mais profundas sobre a origem daquilo que nos move. Ao revisitar O Banquete, diálogo em que Platão narra a origem de Eros, Lacan desenvolveria um dos conceitos mais fascinantes da psicanálise: o agalma.
