sexta-feira, 23 de maio de 2014

EUA: ‘colheita’ de fótons em campos de algodão

Terras historicamente destinadas à cultura algodoeira dão lugar a usinas fotovoltaicas de grande porte

http://www.pv-magazine.com/news/details/beitrag/canadian-solar-and-strata-add-18-mw-in-north-carolina_100011968/

No estado da Carolina do Norte (EUA), campos de cultivo de algodão e tabaco são usados para produzir eletricidade solar. Em 2013, a capacidade fotovoltaica instalada naquele estado cresceu 80%.

Com 335 MWp adicionados no ano passado, Carolina do Norte ficou atrás apenas de Califórnia (+ 2.621 MWp) e Arizona (+ 421 MWp), em nova capacidade solar PV.

E tornou-se o segundo maior mercado do país – com uma potência total instalada superior a 675 MWp – sendo superada só pela Califórnia, mas à frente de tradicionais campeões em centrais solares, como os estados de Nevada e do Arizona. 

Nos campos onde outrora se plantava algodão, tabaco e soja, agora estão milhões de módulos fotovoltaicos, conectados a redes elétricas de companhias privadas. 

São instalações com potências entre 1 e 40 MWp, mas projetos de 78 e 80 MWp encontram-se em fase de implementação. O setor é explorado por 240 empresas, que empregam um total de 2.422 pessoas. 

O novo mercado de energia limpa que se estabelece na Carolina do Norte atende aos interesses de agricultores, empresas instaladoras e companhias elétricas. Todos ganham com o arranjo adotado. 

Os agricultores (na maioria dos casos, proprietários das terras) recebem das empresas, que instalam e exploram as fazendas solares, um valor pelo aluguel do espaço ocupado pelos módulos fotovoltaicos. 

Essas últimas vendem a energia produzida às companhias elétricas. E a sinergia entre os três agentes desse novo mercado de energia contribui para que Carolina do Norte alcance sua meta: fornecer 12,5% da eletricidade consumida no estado com fontes renováveis, até 2021. 

Reginald Parker um americano afrodescendente cujos pais colhiam algodão e tabaco nos campos da Carolina do Norte é o diretor executivo da 510Nano. Sua empresa comprou terras na fronteira com o estado de Virgínia, para a instalação e exploração de fazendas solares.

A 510Nano está construindo uma usina solar de 1,4 MWp em 2,5 hectares, prevista para entrar em operação em meados deste ano. 

Em julho de 2015, a empresa deve instalar na mesma região mais 20 MWp, em 40 hectares. “Será o maior projeto solar dos EUA, implementado e operado por um afrodescendente”, declara com orgulho Parker. 

Fonte: Systèmes Solaires – Le journal du photovoltaïque, hors-série Nº 11, maio de 2014

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