sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Clima: cenário otimista para 2100 pode se concretizar com neutralidade de carbono na China e nos EUA, diz estudo atualizado

Nova projeção, com base em anúncios de países compromissados em zerar emissões, indica possibilidade de limitar elevação de temperatura planetária ao final do século

Adaptado de imagem do relatório Global update: Paris Agreement turning point, do Climate Action Tracker, de dezembro de 2020

Um novo estudo do Climate Action Tracker (CAT), divulgado há poucos dias, considerou em suas projeções promessas recentes para a redução de emissões de um grupo expressivo de países, especialmente dos maiores poluidores do planeta, China e Estados Unidos. Os resultados indicam que o aquecimento global até 2100 pode se limitar a 2,1 oC, uma meta considerada otimista.

A atual modelização feita pelo CAT inclui declarações oficiais de chefes de estado de 127 nações, que se comprometem com metas de “neutralidade de carbono” para as próximas décadas. Juntos, esses países respondem por 63% das emissões planetárias.

quinta-feira, 19 de novembro de 2020

Transição energética: Reino Unido anuncia sua ‘revolução industrial verde’

Plano deve priorizar uso de veículos elétricos, energia eólica e isolamento térmico de residências, visando ‘neutralidade de carbono’ em 2050

Turbina eólica vista do centro de Blyth, no Nordeste da Inglaterra, em 13 de dezembro de 2019. FOTO: Lindsey Parnaby/APF

O governo britânico lançou ontem um programa com diversas medidas em prol de energias renováveis e da eficiência energética em edificações.

Ao anunciar seu plano, a chamada “revolução industrial verde”, o primeiro-ministro Boris Johnson diz que o mesmo poderá gerar até 250 mil empregos, no Norte da Inglaterra e outras regiões industriais de Midlands, Escócia e País de Gales.

quarta-feira, 11 de novembro de 2020

Clima: emissões brasileiras aumentaram quase 10% em 2019, com PIB 1,1% maior

Impulsionado por queimadas na Amazônia, aumento de gases estufa reflete desmonte de políticas ambientais patrocinado pelo governo federal

Imagem aérea da região de Candeias do Jamari, próxima de Porto Velho (RO), em 24 de agosto de 2019. FOTO: Victor Moriyama/Greenpeace/AFP

Desde 2010, quando a Política Nacional sobre Mudança Climática foi regulamentada, o Brasil elevou suas emissões atmosféricas de gases poluentes em 28,2%. O aumento registrado só em 2019 representa 1/3 do incremento total das emissões em dez anos: 9,6%.

A conclusão é do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG). No ano passado, o país despejou na atmosfera 2,17 bilhões de toneladas de CO2 equivalente (tCO2), ante 1,98 bilhão em 2018.

quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Estudo global correlaciona 15% das mortes por COVID-19 à poluição do ar

Cenário de pandemia sob atmosfera poluída explicaria excesso de mortalidade potencialmente evitável, dizem pesquisadores

https://impakter.com/covid-19-link-with-air-pollution-italys-and-chinas-experience/

A ciência comprovou recentemente que a poluição atmosférica é bem mais prejudicial à saúde humana do que se imaginava. “Um flagelo que se soma à pandemia de Covid-19, mais devastador que a malária, a AIDS ou o tabagismo”, como escreveu Nathalie Mayer, jornalista divulgadora de ciência.

Agora, um novo estudo estima que três em cada vinte mortes por Covid-19 no mundo podem estar associadas à exposição prolongada dos pacientes ao ar poluído.