domingo, 6 de janeiro de 2013

Europa 2020: crescimento ‘inteligente, sustentável e inclusivo’ conta com avanço de renováveis

Matriz energética com 20% de geração limpa e 10% de biocombustível em transportes será realidade ao final da década, diz Comissão Europeia 

  
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Apesar da grave crise econômica que aflige boa parte da Europa há quatro anos, a meta fixada para reduzir a produção de energia com combustíveis fósseis até o final da década deve ser cumprida. É o que diz a Comissão Europeia em seu último comunicado de 2012 (COM 271). 

Em 2007, a União Europeia estabeleceu que até 2020 fontes renováveis respondam por 20% da matriz elétrica e 10% do consumo no setor de transportes. 

“Energias renováveis reforçam nossa segurança energética, favorecendo a competitividade, o crescimento econômico e oportunidades de exportação, ao mesmo tempo em que permitem reduzir as emissões de gases de efeito estufa”, destaca o COM 271/2012.

Outros estudos – “Exploiting the employment potencial of green growth” (COM 173/2012) e “The impact of renewable energy policy on economic growth and employment in European Union” (Fraunhofer ISI, 2009) – indicam que mais de 3 milhões de empregos podem ser criados no setor de energias renováveis europeu, até 2030. 

Para garantir este cenário, que estaria condicionado ao crescimento vigoroso do mercado de tecnologias limpas nos próximos anos, a Comissão Europeia defende que o setor de renováveis seja integrado a um “mercado único”. 

Mas também dá orientações para lograr as metas de 2020 e delineia as opções mais viáveis para assegurar a continuidade e estabilidade do setor, propiciando o crescimento da produção de energia com fontes limpas até 2030 e mais além. 

Planos de ação nacionais, subsídios e investimentos contínuos em P&D impulsionaram as energias renováveis na União Europeia, em um ritmo mais acelerado do que o previsto quando da elaboração das diretrizes para 2020, diz o COM 271/2012. 

Isto leva a crer que as tecnologias limpas passam por um processo de amadurecimento consistente. Segundo o comunicado, o custo médio de sistemas fotovoltaicos caiu 48%, entre 2005 e 2010, e os custos de investimento em geração eólica terrestre diminuíram 10%, entre 2008 e 2012. 

As empresas estão confiantes e acreditam que esta queda de custos deva continuar, com apoio ao setor através de políticas públicas, novas regulamentações e eliminação de barreiras comerciais. Até 2020, a energia solar fotovoltaica e a eólica terrestre devem se tornar competitivas em vários mercados, prevê o COM 271/2012. 

Nos países membros da União Europeia, sistemas de aquecimento e climatização usando fontes renováveis respondem por 13% do consumo total do setor. Em alguns mercados (onde a tecnologia já está "madura"), subsídios não existem mais, a exemplo da área solar térmica. 

Para que, a partir da próxima década, o setor de energias renováveis avance em um ritmo adequado, semelhante ao crescimento anual médio projetado para o período 2010-2020 (em torno de 6%), a Comissão Europeia propõe uma série de medidas. 

São ações que visam: facilitar a cooperação internacional para desenvolvimento de projetos; estimular o comércio de eletricidade limpa, especialmente com países do Norte da África; e, criar uma nova infraestrutura, capaz de integrar novas tecnologias, novos agentes de mercado e prestadores de serviços, visando à consolidação do mercado único de energias renováveis. 

Um comentário:

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