"Durante toda minha vida me acostumei a esconder minhas emoções." De Antoine Doinel (Jean-Pierre Léaud) para Sabine Barnérias (Dorothée), no filme O amor em fuga (1979), de F. Truffaut.
Não pode haver medo na busca da felicidade. O medo é uma reação instintiva de autoproteção, que gera uma resposta em prol de nossa sobrevivência. Mas não precisamos ter medo, como defesa preventiva de um eventual percalço afetivo. Até saímos feridos de algumas paixões mal resolvidas, de alguns desamores, mas sempre sobrevivemos. Mesmo se por um instante achamos ser impossível viver sem a pessoa que tomamos por objeto de nosso desejo ou amor. Porque no fundo não somos nada mais do que o reflexo de quem amamos.