quinta-feira, 14 de julho de 2011

Mais um jornalista ‘com diploma’ no mercado

Perante a lei somos todos jornalistas, mas este blogueiro não podia deixar passar em branco a data de hoje: o dia em que conquistou seu diploma!

http://marciosneves.blogspot.com/2009/06/charge-diploma-de-jornalista.html

Foi um árduo percurso, iniciado em 2006, quando encarei o vestibular para uma das 60 vagas oferecidas pela UFPB, 30 anos depois de ter prestado concurso para a Unicamp, onde me graduei em engenharia.

Terceiro curso da UFPB mais disputado naquele ano, atrás de Medicina e Direito, a concorrência para Jornalismo foi de quase 12 candidatos por vaga.

Foram 31 disciplinas cursadas e uma monografia elaborada; um universo de conhecimentos absolutamente novo e fascinante para mim: as ciências humanas.

Com o título “Jornalismo científico na internet: a divulgação da questão energética em blogs independentes” e a primorosa orientação do professor Wilfredo Maldonado, minha monografia foi apresentada e defendida com sucesso no dia de hoje.

Este é um momento especial para mim, um marco em minha vida, que eu gostaria de compartilhar com as pessoas mais próximas e com outras que, mesmo geograficamente longe, de alguma forma me acompanharam na difícil empreitada recém-concluída.

Mas aproveito a ocasião para recolocar a questão da exigência legal do diploma de jornalista. É realmente dispensável em um país como o nosso? A quem interessa ter jornalista sem diploma no mercado?

No mês passado completou dois anos que o STF derrubou a exigência legal do diploma de jornalista, com base em uma interpretação tendenciosa do artigo 5º da Constituição Federal, ao ignorar o que diz o inciso XIII: o exercício de qualquer profissão é livre, desde que atendidas as condições que a lei estabelece.

Campanha da Associação Bahiana de Imprensa pela volta da exigência legal do diploma
http://4.bp.blogspot.com/_WrsvplGJjvc/Sv3Jw4lRX6I/AAAAAAAAAMw/zNFmgj_Zyu0/s400/selo_azul_diploma_jornalismo.jpg&imgrefurl=

A lei revogada pelo Supremo dava aos colaboradores o direito de trabalhar como jornalista. Com a “porta aberta” deixada pela nova ordem jurídica, o predomínio de bons jornalistas no mercado da comunicação social torna-se uma utopia. Isto porque, a rigor, qualquer um pode atuar profissionalmente nessa área.

Felizmente muitos (como eu, Jandi, Tom, Ceci, Layse, Dani e muitos outros da UFPB), prosseguiram suas formações universitárias – e outros tantos continuaram se candidatando às Escolas de Jornalismo – mesmo após a danosa decisão do STF.

A fatídica data para o jornalismo brasileiro (15/6/9) foi lembrada com protestos no mês passado, em Brasília, pela Federação Nacional (Fenaj) e os Sindicatos de Jornalistas, que cobraram do Senado a aprovação de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC 33/09) que resgata a obrigatoriedade do diploma.

Conforme consta em um dos artigos desta PEC, “a exigência de graduação em Jornalismo e de registro do respectivo diploma nos órgãos competentes para o exercício da atividade profissional, em atendimento ao disposto no inciso XIII do artigo 5º, não constitui restrição às liberdades de pensamento e de informação jornalística de que trata este artigo”. 

A legião de jornalistas “formados” país afora e suas entidades profissionais esperam que a PEC 33/09 tenha sua tramitação concluída a breves termos e passe a vigorar. Pelo bem do Jornalismo, pelo bem do Brasil.

4 comentários:

  1. Confesso que não sou um legalista, mas realmente espero que a pec 33 aconteça. É inconcebível o tipo de jornalismo praticado por muitos que estão nas tvs, rádios, jornais, revistas, internet... creio que uma boa formação com teoria, ética, responsabilidade social e prática, são os ingredientes dessa profissão que tem uma grande missão com a liberdade e os direitos de todos! Salve Pralon!

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  2. Parabéns Torrão. A Tina me falou da formatura mas tô na correria e não vai dar para ir. Felicidades e sucesso na profissão. Forte abraço.

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  3. Parabéns Antonio!

    Hoje, oficialmente, você conquistou o legítimo diploma de Jornalismo.
    Uma grande conquista surge de sonhos, planejamento talento e, sobretudo, de muita dedicação, estudo e boa formação. Todos os ingredientes que você possui!
    Que você tenha muito sucesso nessa nova profissão, especialmente, no campo de Jornalismo Científico!

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